LIGA NACIONAL FUTSAL 2026
Há grandes novidades e mudanças confirmadas para a Liga Nacional de Futsal (LNF) a partir de 2026.
As principais alterações, decididas em assembleia com os clubes franqueados, visam modernizar o formato e criar um sistema de acesso e descenso:
Novo Formato: Divisões Gold e Silver
A LNF passará a ser disputada em duas divisões principais:
LNF Gold (Elite):
Terá um número reduzido de equipes, passando de 24 para 16 times.
Os participantes foram definidos com base no ranking técnico das campanhas nas últimas três temporadas (2023, 2024 e 2025).
LNF Silver (Divisão de Acesso):
É a grande novidade, criando a segunda divisão da Liga.
Terá 16 times (8 definidos pelo ranking técnico de 2023-2025 e outros convidados).
Acesso e Rebaixamento
O sistema de acesso e descenso será implementado:
Rebaixamento (Gold para Silver): Os dois últimos colocados da Divisão Gold serão rebaixados para a LNF Silver na temporada seguinte.
Acesso (Silver para Gold): Os dois primeiros colocados da LNF Silver sobem diretamente para a Divisão Gold.
Repescagem: Haverá uma disputa por uma vaga entre o 14º colocado da Gold e o 3º colocado da Silver.
Outras Novidades
Além do formato de divisões, outros pontos foram discutidos e devem integrar o novo ciclo (2026-2029):
Criação da Copa LNF: Um torneio de mata-mata que pode envolver clubes das duas divisões.
Retomada da Parceria com a CBFS: Buscando fortalecer a modalidade e a possibilidade de alinhar a LNF com o sistema de classificação para a Supercopa, que define o representante brasileiro na Libertadores.
Essas mudanças representam um passo importante para o futsal brasileiro, buscando maior equilíbrio, visibilidade e um modelo de competição mais dinâmico.
Clubes da LNF 2026: Gold e Silver
A divisão dos clubes para o formato de 2026 foi definida com base no ranking técnico das temporadas 2023, 2024 e 2025.
Importante: A lista abaixo é baseada no ranking provisório, considerando os 8 primeiros de 2023 e 2024, e projetando a conclusão de 2025.
LNF Gold (16 Equipes)
A Divisão Gold contará com os 16 melhores classificados no ranking trienal. Os times que tendem a integrar esta divisão, que reunirá a elite do futsal nacional, incluem:
Equipe Estado
ACBF RS
Atlântico RS
Cascavel PR
Corinthians SP
Jaraguá SC
Joinville SC
Magnus SP
Praia Clube MG
Pato Futsal PR
São Lourenço SC
Minas Tênis Clube MG
Tubaronense SC
(Assoeva RS) Camaquã-RS
Marreco Futsal PR
Intelli SP
e um 16º clube de melhor classificação no ranking final. –
LNF Silver (16 Equipes)
A Divisão Silver será composta por 8 equipes que ficaram abaixo da 16ª posição no ranking Gold, mais 8 equipes convidadas (novos franqueados ou com menor pontuação).
Os clubes que não se classificaram para a Gold e que têm prioridade nas 8 vagas do ranking para a Silver incluem:
Esporte Futuro (PR)
Blumenau (SC)
Santo André Intelli (SP)
Umuarama (PR) e outros 4 times definidos pelo ranking.
As vagas restantes serão preenchidas por novos franqueados que se adequarem aos critérios de gestão e infraestrutura da LNF, visando completar as 16 equipes da Silver.
Este novo formato começa a valer em 2026.
Os clubes que ficaram do 17º lugar em diante no ranking trienal, ou que são novos franqueados, passam a integrar a LNF Silver (Divisão de Acesso) em 2026.
Clubes que ficaram de fora do Top 16 e jogarão a LNF Silver incluem:
Tubarão (SC)
Toledo (PR)
São Lourenço (SC)
Joaçaba (SC)
Esporte Futuro (PR)
Blumenau (SC)
E outros (como Umbro e Poker, que são franqueados ligados a outros projetos/equipes).
O novo sistema de acesso e descenso começa a funcionar em 2026, com os dois últimos colocados da Gold sendo rebaixados para a Silver em 2027.
Com a reformulação para 2026, a LNF não só alterou o número de participantes, mas também o sistema de disputa em ambas as divisões para torná-lo mais dinâmico e competitivo.
As mudanças principais afetam a fase de classificação e a transição para o mata-mata.
Calendário e Fases de Disputa (LNF 2026)
LNF Gold (Elite – 16 Equipes)
A Divisão Gold terá um formato que valoriza a campanha na fase inicial, dando vantagens aos melhores classificados.
Fase Descrição do Formato Classificação / Objetivos
Fase Classificatória: Turno Único: Todas as 16 equipes jogam entre si uma única vez (15 jogos para cada time). Garantir a vaga e evitar o rebaixamento.
Quartas de Final.
Os 4 primeiros colocados (1º ao 4º) avançam diretamente para esta fase. Vantagem: Descanso e classificação automática.
Mata-Mata (Repescagem).
Os times classificados entre 5º e 12º jogam um mata-mata em confrontos eliminatórios de ida e volta (5º x 12º, 6º x 11º, 7º x 10º, 8º x 9º). Garantir as 4 vagas restantes para as Quartas de Final.
Playoffs (Quartas, Semifinal e Final). Os 8 times classificados se enfrentam em confrontos eliminatórios de ida e volta, como no formato tradicional da LNF. Decisão do título de Campeão da LNF Gold 2026.
Zona de Rebaixamento
Os 2 últimos colocados (15º e 16º) são rebaixados diretamente para a LNF Silver 2027. Perda da vaga na elite.
Repescagem de Acesso/Descenso.
O 14º colocado joga contra o 3º colocado da LNF Silver em jogos de ida e volta. Disputa pela última vaga na LNF Gold 2027.
LNF Silver (Divisão de Acesso – 16 Equipes)
O formato exato da fase de classificação da LNF Silver (se será turno único ou grupos regionais) ainda está sendo detalhado, mas os objetivos de acesso são claros:
Objetivo-Descrição
Acesso Direto (2 Vagas)
Os 2 primeiros colocados da LNF Silver sobem diretamente para a LNF Gold 2027.
Repescagem (1 Vaga)
O 3º colocado joga a Repescagem contra o 14º da LNF Gold, valendo a última vaga na elite.
Novidade: Copa LNF
Outra mudança importante para 2026 é a criação da Copa LNF, um novo torneio de mata-mata que funcionará de forma paralela ao campeonato principal.
Participantes: Contará com clubes da LNF Gold e LNF Silver.
Formato Inicial: Os confrontos iniciais devem ser desenhados para colocar times da Gold contra times da Silver.
Jogos Únicos: A ideia é que a maioria das fases seja disputada em jogos únicos, com preferência para o mando de quadra dos times da LNF Silver, o que gera maior emoção e potencial de surpresa.
O calendário detalhado com as datas exatas dos jogos de cada fase será divulgado pela LNF mais perto do início da temporada 2026, que tradicionalmente começa entre março e abril.
PARANÁ CLUBE ENTRANDO NA SAF COM EMPRESA DE PEDRO WEBER (do Azuriz Pato)
A relação entre a diretoria do Paraná Clube, Pedro Weber e a torcida em dezembro de 2025 é um “equilíbrio em corda bamba”. No papel, a diretoria oficializou a venda da SAF para a NextPlay (de Pedro Weber) no dia 19 de dezembro (aniversário do clube), mas os bastidores revelam camadas de tensão que nem sempre aparecem no discurso oficial de “união”.
Aqui estão os pontos que dividem o que é anunciado e o que acontece por trás das cortinas:
O “Xeque-Mate” dos Credores e a Sede da Kennedy
A grande mudança de última hora não foi uma escolha puramente emocional, mas financeira.
O que foi anunciado: Que a venda da SAF trará R$ 212 milhões em 10 anos.
O que está por trás: O convencimento dos credores só aconteceu porque a NextPlay concordou em “comprar” a Sede da Kennedy por R$ 60 milhões. Esse valor irá integralmente para pagar dívidas trabalhistas e cíveis. Sem isso, os credores (muitos ex-funcionários de 20 anos atrás) iam pedir a falência do clube em assembleia.
A Desconfiança sobre a NextPlay
A imprensa e alguns conselheiros levantaram um ponto sensível que a diretoria evita enfatizar:
A Estrutura da NextPlay foi questionada por ter um capital social baixo (apenas R$ 500 em registros iniciais) e sede em um apartamento.
A Resposta da Diretoria: O clube defende a idoneidade de Pedro Weber, citando seu sucesso no Azuriz e sua passagem pelo América-RN. A diretoria “vende” o Weber como o rosto de um grupo de investidores maiores (que preferem o anonimato agora), mas essa falta de clareza sobre quem são os outros donos do dinheiro gera desconforto em setores da torcida.
A Pressão da Torcida Organizada (Fúria Independente)
Diferente do que as fotos de apertos de mão sugerem, o clima foi hostil recentemente.
Nos bastidores houve relatos de membros da torcida intimidando credores e advogados em escritórios para que aceitassem a proposta da SAF.
O Papel da Diretoria: O presidente Ailton Barboza e nomes influentes como Carlos Werner (ex-investidor) atuaram como “bombeiros”. Existe uma aliança tática: a diretoria precisa da torcida para pressionar a aprovação da SAF na Justiça, e a torcida precisa da SAF para o time não fechar.
O Patrimônio: Aluguel e Multas Ocultas
Um detalhe que a imprensa de Curitiba começou a explorar agora são os “passivos escondidos” nos imóveis:
Espaço Torres: A Kennedy está alugada para eventos até 2032. Para a SAF assumir a sede agora, teria que pagar uma multa de cerca de R$ 13 milhões.
A Vila Capanema está em terreno da União. A SAF terá que assumir um aluguel mensal de cerca de R$ 210 mil ao governo federal, algo que o clube associativo nunca pagou e que agora vira um custo fixo de empresa.
A diretoria está agindo de forma pragmática. Eles entenderam que o Paraná Clube não tem mais “tempo de prateleira”.
Estão entregando 90% do clube a um grupo liderado por Pedro Weber que tem experiência, mas que nunca geriu uma massa de torcedores desse tamanho.
A Transparência é parcial. O plano de 10 anos é bonito no papel, mas a “letra miúda” sobre o que acontece se o time não subir para a Série C em 2026/2027 ainda é uma zona cinzenta.
Pedro Weber Braga foi CEO do América-RN ( CEO é o diretor executivo, cargo máximo da gestão operacional de um clube).
Pedro Weber, em 2018, foi o primeiro presidente da história do Azuriz, que mandou alguns jogos em Marmeleiro, no Estádio Wilson Henrique, na 3ª.Divisão do Campeonato Paranaense. Depois, o Azuriz se mudou para Pato Branco em 2019. Pedro ainda foi o diretor executivo do América do Rio Grande do Norte.
Pedro Weber Braga é o CEO da NextPlay, empresa que comprou 90% das ações do Tricolor da capital paranaense e que pretende colocar o clube na Série D do Brasileiro em 2028. O grupo de empresários prevê o investimento de R$ 212 milhões nos próximos dez anos. Além disso, Pedro Weber tem o desafio de criar um novo Centro de Treinamentos e fazer a reconstrução da base do Paraná, que revelou no passado grandes nomes do futebol brasileiro, como Ricardinho, Thiago Neves, Lúcio Flávio, Giuliano, Maurílio, Ilan, o goleiro Régis, entre outros.
Declarou Pedro Weber: “Temos um projeto longo no Paraná, é um grande desafio. A NextPlay é uma sociedade minha e de um grupo do Rio de Janeiro, são pessoas investidoras no mercado financeiro, que recebem aportes de bancos, inclusive a Genial Investimentos, que faz parte desta composição. São pessoas do mercado financeiro, investidores qualificados, que estão voltados especificamente para este projeto”, disse Pedro Weber, em entrevista à imprensa esportiva.

