PCPR deflagra operação contra esquema de corrupção e entrada de celulares em unidade prisional
Foto: Polícia Civil
A Polícia Civil do Paraná, 5ª Subdivisão Policial de Pato Branco, Núcleo de Investigações Qualificadas (NIQ), força tarefa do Departamento de Polícia do Interior, deflagrou na manhã desta quinta-feira (23) a Operação “Repugna”.
A ação visa desarticular um esquema criminoso de introdução ilícita de aparelhos de comunicação na Cadeia Pública de Pato Branco, mediante o pagamento de vantagens indevidas a agentes privados que exercem funções públicas.

A ação contou com o apoio da Polícia Penal, do Núcleo de Operações com Cães (NOC) da Polícia Civil e de diversas unidades policiais do sudoeste do Paraná.
Na ocasião foram cumpridos, 04 mandados de prisão e 21 mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais visam monitores de ressocialização prisional, pessoas privadas de liberdade e familiares de detentos envolvidos na rede de corrupção.
A investigação, revelou uma estrutura profissional de corrupção operada dentro da unidade. Chegou a ser cobrado o valor fixo de R$ 10.000,00 por cada aparelho telemóvel introduzido no estabelecimento prisional.
Os pagamentos eram realizados por meio de transferências eletrônicas (PIX) para contas pessoais dos investigados, ocorrendo geralmente de dois a três dias após o ingresso de novos detent
Constatou-se que agentes chegavam a disponibilizar os seus próprios dispositivos físicos para que os detentos acessassem as contas bancárias e realizassem os pagamentos das vantagens indevidas. Os envolvidos estão sendo investigados pelos crimes de Corrupção Passiva e Ativa, Facilitação de Entrada de Aparelho de Comunicação em Estabelecimento Prisional e Associação Criminosa.
Os mandados foram cumpridos em Pato Branco, Francisco Beltrão, São João e Chopinzinho. Também foram suspensas as funções públicas de dois monitores de Cadeia Pública da Polícia Penal.
Até ao momento, o principal suspeito da investigação encontra-se foragido. As buscas prosseguem para a sua localização. A Polícia Civil reitera o compromisso com a integridade do sistema prisional e a punição de agentes que violem o dever funcional.

