Ampolas de tirzepatida são encontradas em potes de doce de leite
Vistoria aconteceu dez dias após apreensão. Segundo Receita Federal, medicamentos iriam para o Rio de Janeiro.
Ampolas de tirzepatida foram encontradas escondidas em um carregamento de potes de doce de leite durante a vistoria de um ônibus apreendido em Foz do Iguaçu na última quinta-feira (30). O caso revela uma nova estratégia de tráfico de medicamentos controlados, suscitando preocupações sobre a segurança e a saúde pública na região.

O evento ocorreu durante uma fiscalização realizada por fiscais da Receita Federal. Em uma operação minuciosa, os agentes descobriram que cada pote de doce de leite continha cerca de quatro ampolas do medicamento, que é o princípio ativo do Mounjaro, utilizado no tratamento de diabetes e obesidade.
Segundo informações da Receita Federal, a apreensão do ônibus ocorreu no dia 19 de abril. O veículo ficou lacrado em um pátio até passar por uma nova inspeção, onde os fiscais localizaram as ampolas. O ônibus tinha como origem a cidade de Cabo Frio, no Rio de Janeiro, e levaria os medicamentos de volta ao mesmo destino.
O que faz a tirzepatida ser tão procurada em Foz do Iguaçu?
A tirzepatida é um medicamento eficaz para o controle de diabetes, conhecido por potencializar a redução do apetite e ajudar no controle glicêmico. Nos últimos anos, a sua popularidade cresceu consideravelmente, levando a um aumento na demanda e consequentemente à sua busca no mercado negro.
“Foz do Iguaçu, sendo uma cidade de fronteira, acaba se tornando um ponto estratégico para o tráfico de diversos produtos, ainda mais quando se trata de medicamentos controlados”, aponta um especialista em saúde pública. O uso inadequado da tirzepatida pode trazer riscos significativos à saúde, como hipoglicemia e outros efeitos colaterais.
Após a apreensão, a Receita Federal ainda não divulgou a quantidade total de produtos apreendidos, mas as ampolas encontradas levantam questões sobre a legislação e fiscalização de medicamentos na região. “É preocupante como esses grupos estão dispostos a colocar a saúde das pessoas em risco utilizando métodos tão audaciosos”, afirma o especialista.

