Gaeco apura fraude em atendimentos de crianças com TEA
A operação ocorre em três municípios do Paraná e Santa Catarina. Foto – Divulgação/Gaeco
O Núcleo de Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Francisco Beltrão, com apoio do Gaeco de Santa Catarina, deflagrou nesta quinta-feira, 07 de maio, a terceira fase da Operação Ártemis, que investiga possíveis falsificações de certificados de cursos técnicos e de pós-graduação por clínicas de fonoaudiologia.

Segundo o Ministério Público do Paraná, o objetivo seria possibilitar a participação das empresas em processos licitatórios do Consórcio Intermunicipal de Saúde (Conims) para atendimentos especializados a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), contratos que possuem pagamentos mais elevados.
Durante a operação, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em residências e clínicas nos municípios de Quedas do Iguaçu, Vitorino e São Lourenço do Oeste.
A Justiça Criminal de Pato Branco também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 300 mil em contas bancárias dos investigados, o arresto de dois veículos, a suspensão de contratos de atendimento especializado junto ao Conims e o uso de tornozeleira eletrônica pelas duas principais suspeitas investigadas.
As investigações tiveram início em 2024 e apontaram ainda a falsificação de carimbos, receituários e atestados médicos. Conforme o Gaeco, um médico proprietário de clínica em Santa Catarina teria colaborado conscientemente com os supostos ilícitos investigados.

