Dr. Lúcio Duarte volta a presidir a Apae de Francisco Beltrão
Ele tomou posse no ano em que a entidade comemora 50 anos.
A Associação dos Amigos das Pessoas Portadoras de Deficiência Intelectual e Múltipla (Apae) de Francisco Beltrão elegeu a nova diretoria executiva para o período 2026-2028. O médico oftalmologista Antonio Lúcio Duarte, um dos fundadores da entidade, foi eleito e empossado novamente à presidência, sucedendo o empresário Luiz Bottin.

Em 2026 a entidade estará celebrando cinco décadas de sua fundação. Foi uma das primeiras entidades do Paraná de assistência às pessoas portadoras de deficiência. A Escola Especial Antonio Lúcio Duarte Filho, no Bairro Água Branca, mantida pela Apae, leva o nome do filho mais velho do dr. Lúcio e Regina.
História e origem da Apae em Beltrão
Dr. Lúcio fala desta história e traça os objetivos da nova gestão que teve seu pontapé inicial em reunião segunda-feira, 5, com a posse da nova diretoria. Em entrevista, dr. Lúcio falou sobre o aniversário da entidade, como ela surgiu e o carinho que ele e sua família têm pela associação.
“De fato, nós vivemos a Apae há 50 anos. Foi quando nasceu o meu filho Lucinho, e nós ou íamos embora de Beltrão, procurar um local onde tivesse atendimento pra ele, ou construir algo aqui. E parece que Deus nos iluminou e tudo correu bem, e nós conseguimos fazer aqui em Beltrão. Hoje a nossa Apae vai completar 50 anos, esse ano, e nós estamos com 320 alunos. Então, a presença do Lucinho foi importante para que criássemos aqui a Apae. Inclusive, hoje, a escola tem o nome dele, porque ele foi mesmo o fundador, junto comigo, com a minha esposa e com meus filhos. Temos a Apae como a nossa segunda casa. Nesses 50 anos sempre participei aqui. E sempre que tiver saúde, que a gente pede a Deus saúde, para poder participar sempre, acompanhar o que é feito aqui, o que se desenvolve aqui, dar nossa participação, nosso aval, inclusive, como pessoa e como cidadão beltronense”.
Mudança de paradigma e inclusão social
Nestas cinco décadas houve uma mudança de paradigma no atendimento, na socialização dos alunos e a sensibilização da sociedade para com as pessoas com deficiência.
“É aquilo que eu falei da cidadania. Nossas crianças ou adultos com deficiência eram, inclusive, escondidos. Era motivo de vergonha da família de ter um filho ou ter um parente com uma necessidade especial. Elas não levavam, a sociedade não mostrava. E hoje a Apae mostra essas pessoas como cidadãos e as famílias aceitam, muitos aceitam. Eu, aqui em Beltrão, passava na rua e as pessoas falavam, olha, lá vai o pai do Lucinho. Isso, para mim, era um incentivo, uma coisa que me completava como cidadão e como pai de uma criança com deficiência”, comenta o médico.
Continuidade da gestão e reconhecimento
A diretora Maristela Pilonetto continuará como diretora da escola especial. Ela soma 33 anos entre a docência e a direção na entidade.
Maristela também falou deste período. Ela conta que “vivenciamos, participamos e fomos à luta e batalhamos para que a Apae estivesse do jeito que está agora. Então, para nós é uma honra poder fazer, estar aqui na Apae ainda, completando esse cinquentenário e com a estrutura que temos, com a qualidade e a excelência em trabalho e atendimento da pessoa com deficiência intelectual e múltipla, que é o público que a Apae atende. É uma emoção muito grande estar completando junto com a Apae 50 anos. Esse ano vamos fazer muitos eventos relacionados aos 50 anos. E, assim, ter o doutor Lúcio como presidente nesse ano, nesse mandato, é uma forma de homenagear o doutor Lúcio e a sua família”.
Ela completa dizendo que “é uma vida, é um filme que passa na nossa cabeça de tudo que já enfrentamos para poder estar onde estamos. Queremos continuar fazendo e tendo essas pessoas que trabalham aqui dentro, pessoas especializadas, e continuar inovando cada vez mais e manter ainda mais esse trabalho de excelência que fazemos aqui na Apae”.
A Apae nunca perdeu a sua essência
A entidade começou próximo do quartel do Exército, passou pelo Parque de Exposições, teve sua sede própria no Bairro Alvorada, e há alguns anos se mudou para sua sede definitiva no Bairro Água Branca.
Ela teve um crescimento exponencial e manteve sua essência, que é o atendimento com dignidade e humanidade para cada aluno.
Maristela complementa dizendo que “o importante é que a Apae nunca perdeu a sua essência, seu objetivo e sua finalidade. E a sua filosofia, que é atender bem, trabalhar o desenvolvimento, a cidadania, a garantia e a defesa dos direitos das pessoas com deficiência, acolhendo as suas famílias também, para que o trabalho entre família e escola seja completo”.
Colaborou Chico Correia
Fonte: JdeB

