Delegado fala sobre homem que chutou filha
Prisão foi decretada após novas diligências, depoimentos e manifestação favorável do Ministério Público
A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira (9), o homem investigado por agredir a filha, de 3 anos, em uma rua do bairro Industrial, em Francisco Beltrão. A prisão foi decretada pela Justiça após novas diligências, depoimentos e manifestação favorável do Ministério Público. Delegado Ricardo Moraes explica a prisão.
O caso ocorreu no domingo (5), mas chegou ao conhecimento dos órgãos policiais na terça-feira (7). As imagens mostram o homem caminhando com a filha, de 3 anos, e com o enteado, de 5 anos.

Em determinado momento, ele desfere um chute que atinge o peito e parte do rosto da menina. As imagens tiveram grande repercussão e foram classificadas pela polícia como fortes e impactantes.
Polícia ouviu familiares e testemunhas
Após tomar conhecimento do caso, a Polícia Civil iniciou diligências, com apoio da Polícia Militar. Segundo a corporação, a investigação foi presidida pelo delegado Anderson Andrei Grosso.
Entre terça-feira e quarta-feira, foram colhidos novos elementos, além de depoimentos de familiares, testemunhas e outras pessoas relacionadas ao caso.
De acordo com a polícia, a apuração também levantou suspeitas de agressões anteriores contra a menina e contra o enteado, que aparece nas imagens.
Delegado explica pedido de prisão
A polícia informou que não cabia mais prisão em flagrante, porque o caso ocorreu no domingo e só chegou ao conhecimento das autoridades na terça-feira. Por isso, era necessária uma ordem judicial.
Segundo o Delegado Ricardo Moraes, o pedido de prisão foi fundamentado em elementos sobre autoria e materialidade, além de outras informações que justificariam a medida.
O delegado também destacou que a prisão foi solicitada para proteger as crianças de novas agressões e para preservar a instrução da investigação.
Nas imagens, um homem intervém após a agressão para tentar impedir novos atos contra a criança. Segundo a polícia, essa pessoa também teria sido ameaçada.
A prisão, conforme a investigação, também busca garantir que testemunhas possam relatar o que presenciaram sem sofrer intimidação.
Medida protetiva foi solicitada
A Polícia Civil informou que o procedimento teve como prioridade resguardar a criança e afastá-la do contato com o agressor.
Uma medida protetiva foi solicitada na manhã de quarta-feira (8). Nesta quinta-feira, após manifestação favorável do Ministério Público, a Justiça decretou a prisão do investigado.
A ordem judicial foi cumprida pela Polícia Civil durante a tarde.
Questionado sobre antecedentes criminais, o delegado afirmou que, pelo que recordava, o investigado não possuía passagens. A polícia, porém, apura menções de agressões anteriores no procedimento.
Fonte: Diário do Sudoeste

