A QUINTILHA DOS INFERNOS
(Claudemir m Moreira)
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Quando esbarro em falsidade
Eminente, por sua excelência
Que me deixa enfadonho
Tão prolixo, fatigante
Ah, momento irrelevante!
Quanto tempo ainda há de se esperar?
Que o arrasto da soberba nessa lama
Espalhe tal sujeira nas vitrines
Onde “belos e simpáticos” sorriem
E no apagar das luzes, cospem
Enojados, tão esnobe, incoerente, pueril
Mas o tempo é um açoite impiedoso
O inferno é a lembrança incorrigível
Cérbero é, por certo, implacável
Água até pode lavar as suas mãos
Mas a lama não sai fácil dos seus pés.
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CLAUDEMIR MACHADO MOREIRA nasceu em São João de Meriti/RJ, em 11/11/1969. É médico veterinário, colunista do Jornal Folha do Sudoeste e autor do blog Entre Sangue e Farpas. Foi cartunista do jornal local “O Sudoeste” e do periódico interno da empresa Sadia, unidade de Francisco Beltrão. Criador e coordenador do projeto sociocultural Arte & Cultura e membro fundador da ASCAFB – Associação de Colecionadores de Antiguidades de Fco Beltrão/PR. É um pensador inconformado e membro do Centro de Letras de Francisco Beltrão.
