A verdade para quem fica
(Claudemir M Moreira)
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Leem-se palavras como se isso lhe agradasse,
Mas as palavras podem rasgar a alma de alguém.
Mastigadas e cuspidas em sua mente, de repente…
Alguém sente, mesmo imaginada, suprimida.
Reprimida, a alma sente, consente…
O corpo cala, depressão de um longo dia.
Música ouvida bem ao longe, como que imaginada.
E nada… nada é leve quanto a imaginação.
Mesmo o ar que lhe infla o peito, com a dor da perda.
Pensa-se em morte com tanta leveza,
Como se uma porta pudesse ser aberta.
Não há sequer janelas quando a dor chega.
Mesmo que o dia, lá fora, esteja tão belo.
Arrasta-se o tempo em meio a suas pernas…
Vidas tortas, passos claudicantes, devaneios…
Tantas flores, o orvalho, pássaros que cantam…
Há um buraco na parede e, por ele, tudo ao avesso.
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CLAUDEMIR MACHADO MOREIRA nasceu em São João de Meriti/RJ, em 11/11/1969. É médico veterinário, colunista do Jornal Folha do Sudoeste e autor do blog Entre Sangue e Farpas. Foi cartunista do jornal local “O Sudoeste” e do periódico interno da empresa Sadia, unidade de Francisco Beltrão. Criador e coordenador do projeto sociocultural Arte & Cultura e membro fundador da ASCAFB – Associação de Colecionadores de Antiguidades de Fco Beltrão/PR. É um pensador inconformado e membro do Centro de Letras de Francisco Beltrão.
