CE UNIÃO FORA DA TERCEIRONA 2026
AINDA SOMOS UM TIME DO INTERIOR QUE SOFREU DIANTE DO PSTC MAIS EXPERIENTE,MAIOR TEMPO DE DISPUTAS
O futebol do interior tem dessas dores, mas a reconstrução com nova diretoria e comissão técnica é sempre um processo de médio prazo. O CE União sentiu a falta de de maturidade em momentos decisivos, o que é natural para um grupo em formação, mas a base institucional e o apoio da comunidade de Francisco Beltrão deixam um caminho pavimentado para a próxima temporada.
A campanha do Anilado Beltronense mostrou um time competitivo, capaz de somar pontos importantes e criar bons momentos dentro de campo, porém, faltou aquele algo mais na hora de passar para as semifinais.
Durante a 1ª fase da Terceira Divisão do Campeonato Paranaense de 2026, o CE União integrou o Grupo C ao lado de Oeste Brasil FC e Sport Club Campo Mourão.
A trajetória completa do time beltronense no torneio contou com os seguintes resultados:
Fase de Grupos (Grupo C)
02/08/2026: Oeste Brasil 2 x 3 CE União (Estreia com vitória fora de casa)
09/08/2026: CE União 3 x 2 Oeste Brasil
16/08/2026: Sport Club Campo Mourão 1 x 1 CE União
23/08/2026: Oeste Brasil 3 x 1 CE União
30/08/2026: CE União 2 x 0 Sport Club Campo Mourão (Vitória que garantiu a vaga nas quartas de final)
Mata-Mata (Quartas de Final)
05/09/2026 (Ida): PSTC 2 x 1 CE União (Alvorada do Sul)
12/09/2026 (Volta): CE União 1 x 2 PSTC (Estádio Anilado)
Resumo da Campanha
Jogos: 7
Vitórias: 3
Empates: 1
Derrotas: 3
Gols Pró: 12
O duelo contra o PSTC evidenciou a diferença de um adversário acostumado a decisões. Sofrer o mesmo placar (2 a 1) na ida e na volta expôs a dificuldade da equipe em reagir sob pressão tática.
A chegada do presidente Waldir de Souza, de Nalino na diretoria de futebol e do técnico Bruno Saymon trouxe organização extra-campo e reaproximou os empresários locais da instituição.
Preservar a comissão técnica e as peças centrais do elenco evita o erro recorrente de remontar o planejamento do zero.
A busca por atletas experientes e rodados na divisão é fundamental para encarar o jogo físico e cirúrgico do mata-mata da Terceirona.
O torcedor beltronense respondeu presente; manter o Estádio Anilado pulsante será o maior triunfo financeiro e moral para buscar o acesso no próximo ano.
ENTREGA DE PRÊMIOS – BOLÃO UNIÃO 1966
RECONHECIMENTO E TRADIÇÃO NO BOLÃO

Uma celebração histórica da equipe do União. Na foto: Arlindo Scheuer, Ezídio Damiani, Wolf Trentin, Élcio Tomazoni e Laurentino Risso (repórter Rádio Colmeia). Foto: acervo Moacir Moraes.
O Bolão, um jogo de pontaria e convívio tem suas raízes no Sul do Brasil, trazido por imigrantes europeus, consiste em lançar bola de madeira em direção a 9 pinos, buscando derrubar o maior número possível.
O CER UNIÂO nos anos 60 mantinha no sub-solo de sua sede na rua Antônio de Paiva Cantelmo, pistas de bolão e boliche, fomentando essa prática.
Em 1966 houve a cisão do clube, passando a existir a parte social separadamente da esportiva, que se tornou o Clube Esportivo União.
RENOVAÇÃO DA SELEÇÃO BRASILEIRA
A renovação da Seleção Brasileira sob o comando de Carlo Ancelotti começou de forma drástica na primeira convocação pós-Copa do Mundo de 2026. Dos 26 jogadores que disputaram o último Mundial, apenas 9 foram mantidos, o que significa que o treinador italiano barrou 17 atletas de uma só vez.
A estratégia gerou intensos debates sobre os critérios da reformulação e o nível técnico dos primeiros testes do novo ciclo rumo à Copa de 2030.
A imprensa internacional classificou a lista como uma verdadeira “revolução”. O grupo agora tem uma média de idade baixa (24,9 anos) e conta com 8 estreantes absolutos, além de uma presença massiva de 10 atletas que atuam no futebol brasileiro.
Quem saiu: Medalhões e veteranos consagrados como Neymar, Casemiro, Alisson, Ederson e Weverton ficaram totalmente fora.
Quem entrou: Jovens promessas nacionais e internacionais ganharam espaço, como os goleiros Hugo Souza, Pedro Morisco e Otávio, além de garotos como Breno Bidon, Gabriel Bontempo e Arthur Dias. Eles se juntam à base jovem mantida, como Vinicius Jr., Endrick e Estêvão.
Os Próximos Adversários: Testes Fracos?
A escolha dos adversários para a Super Data Fifa (deste mês) de setembro e outubro gerou questionamentos quanto ao real nível de exigência para avaliar esses novos nomes:
Adversário Data Local Cenário Técnico
Austrália 25/09 e 29/09 Townsville e Brisbane. Embora seja uma seleção fisicamente forte e frequente em Copas, tecnicamente está longe da elite do futebol mundial.
Índia 03/10 Calcutá. Jogo histórico (primeiro confronto entre as seleções principais), mas a Índia é uma equipe expressivamente frágil no cenário global.
A escolha de rivais de menor expressão serve para dar minutos de jogo, entrosamento e confiança aos estreantes sem a pressão de um clássico mundial. Contudo, o torcedor e a crítica sabem que o verdadeiro termômetro dessa renovação só será testado quando a Seleção enfrentar gigantes europeus ou rivais tradicionais sul-americanos.
Adversários que serão enfrentados nos amistosos:
Olhando pelo lado estritamente competitivo, esses adversários são considerados fracos e possuem pouquíssimas conquistas ou expressão global no futebol.
O cenário como um laboratório inicial, a fragilidade dos rivais tem duas vertentes muito claras na visão de analistas esportivos:
Retomada de confiança: Após uma eliminação dolorosa na Copa do Mundo, encarar times de menor escalão reduz a pressão imediata sobre os ombros de um elenco jovem.
São 8 estreantes absolutos e 10 jogadores vindos do futebol brasileiro, o treinador precisa de um ambiente controlado para implementar conceitos táticos básicos, criar conexões de passes e avaliar comportamentos defensivos e ofensivos sem o risco de sofrer uma goleada.
Por que a falta de exigência preocupa (O lado do Teste Cego)
Uma vitória fácil ou goleada contra a Índia pode mascarar problemas defensivos graves ou a falta de criatividade no meio-campo.
Falta de intensidade: Jogadores jovens precisam ser testados sob pressão física e mental. Enfrentar equipes que jogam de forma extremamente recuada e com pouca agressividade técnica não simula o nível real que o Brasil encontrará nas fases agudas das grandes competições.
A imprensa brasileira pontua que, trata-se de um recomeço. A comissão técnica encara estes três jogos iniciais puramente como uma “página em branco” para triagem e observação. O verdadeiro termômetro tático só virá nos compromissos seguintes, quando o sarrafo dos adversários inevitavelmente subir.
Vamos a um ponto mais crítico do futebol moderno: estabilidade gera entrosamento. A grande queixa da torcida na última Copa do Mundo de 2026 foi justamente a falta de uma identidade clara e de jogadas coordenadas, fazendo com que o Brasil dependesse apenas de lampejos individuais.
Historicamente, as grandes seleções campeãs mundiais provavam que, o torcedor sabia a escalação inteira na ponta da língua porque a repetição criava automatismos. Os jogadores se encontravam em campo de olhos fechados.
O “Onze estava na Ponta da Língua” das Campeãs
Uma base intocável:
Citando a Argentina (2022/2026): Scaloni manteve uma espinha dorsal claríssima no meio e no ataque. O trio De Paul, Enzo Fernández e Mac Allister dava o suporte para Messi decidir.
Espanha (2010): campeã mundial 2026. A base era o Barcelona. O entrosamento de Xavi, Iniesta e Busquets foi apenas transferido para a camisa da Roja.
Brasil (2002): Felipão definiu os “Três R’s” (Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho) e a linha de três zagueiros. O time jogava por música.
Se Ancelotti ficar mudando o time a cada jogo para “agradar” ou testar todo mundo, o Brasil chegará aos confrontos grandes sem jogadas ensaiadas e sem força coletiva. O setor ofensivo precisa de repetição diária para construir tabelas, infiltrações e ultrapassagens.
Pensando na montagem desse “onze na ponta da língua”, o setor que Ancelotti precisa definir, sem pestanejar, primeiro para dar estabilidade ao time: liderança para comandar dentro de campo.
A dupla de zaga titular para dar segurança.
O meio-campo, para finalmente ditar o ritmo de jogo que faltou no Mundial.
E, o ataque?
Carlo Ancelotti terá o enorme desafio de definir os três setores simultaneamente, pois o Brasil hoje é uma “folha em branco” do goleiro ao centroavante. Para construir aquele time que o torcedor sabe de cor, a espinha dorsal precisa ser fixada rapidamente.
Se Ancelotti conseguir manter uma base nesses três setores durante a excursão pela Oceania e Ásia, o Brasil voltará para casa com um esqueleto de time pronto para os desafios reais

