Clássico das Penas: Semifinais da Série Ouro do Futsal
O Marreco Futsal irá decidir a vaga nas semifinais da Série Ouro contra o Pato Futsal. Esta vaga foi conquistada após uma reviravolta impressionante: o time beltronense, comandado pelo técnico Tchelo, reverteu uma goleada sofrida no jogo de ida contra o Cascavel (derrota por 6×1 no Ginásio da Neva) ao vencer o confronto de volta, no Ginásio do Arrudão, pelo placar de 3×1.
O Marreco enfrentará o Pato Futsal, bicampeão da Liga Nacional e laureado com títulos da Série Ouro Paranaense, em uma semifinal disputada em dois jogos.
Os Confrontos
Primeiro Jogo: Será realizado no Ginásio do Arrudão, no próximo sábado, dia 8, com o Marreco como mandante.
Adversário da Final: O vencedor deste “Clássico das Penas” enfrentará a equipe que sair vitoriosa do confronto entre Campo Mourão e Esporte Futuro, de Toledo.
O ânimo das duas torcidas está em alta para assistir a esta semifinal. Teoricamente, o Pato Futsal leva uma pequena vantagem por decidir a segunda partida em casa. No entanto, os próprios jogadores do Marreco têm demonstrado que a equipe tem tido um desempenho superior quando joga fora de seus domínios.
Resta aguardar para ver o melhor do futsal do Sudoeste Paranaense nestes dois jogos decisivos.
AGENDA DAS SEMIFINAIS:
Marreco x Pato: 08/11, sábado, 20h15 – Arrudão, Francisco Beltrão
Esporte Futuro x Campo Mourão: 12/11, quarta, 20h – Alcides Pan, Toledo
Campo Mourão x Esporte Futuro: 15/11, sábado, 17h – Arena UTFPR, Campo Mourão
Pato x Marreco: 16/11, domingo, 14h – Arena Cláudio Petrycoski, Pato Branco
Os times se enfrentam em jogos de ida e volta. Não é considerado o saldo de gols na disputa. Com isso, quem vencer os dois jogos, ou vencer um e empatar o outro, se classifica. Caso tenha uma vitória de cada lado, a segunda partida vai para a prorrogação. Em caso de empate no tempo a decisão será nos pênaltis.
CRIAÇÃO DE LIGA FORTE UNIÃO
Futebol brasileiro criará uma Liga
Com a debandada do Atlético-MG para a Liga Forte União (LFU), tudo indica o caminho a ser seguido por outros clubes.

Dirigentes da Liga Forte Futebol posam para foto após reunião no Rio de Janeiro (RJ). (Erich Beting – São Paulo (SP)
“O movimento que começa a tomar forma nos bastidores do futebol brasileiro e que deixa, cada vez mais próximo, o empurrão que falta para que de fato haja apenas uma liga representando os clubes”.
A debandada do Atlético Mineiro para a Liga Forte União (LFU), anunciada no dia 28/10/25, representa uma mudança importante no jogo de forças dos bastidores da bola. Após o Flamengo implodir a Libra, na Justiça, a saída do Galo mostra o caminho que naturalmente outros devem seguir. Libra é mais ligada à CBF, é o sistema que vigora no momento na organização dos campeonatos brasileiros.
O Atlético Mineiro já avisou que fará o acordo com o fundo de investimentos. O dinheiro entra em boa hora para não precisar de mais aporte dos sócios da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube.
A motivação, porém, não é política, mas financeira. Com dificuldades no caixa, o Vitória já havia decidido “trocar de lado” em setembro. Em troca, fornecerá parte de seus direitos de mídia para o Sports Media Entertainment, fundo de investimento liderado por Carlos Gamboa, que amarrou boa parte dos clubes da LFU com esse negócio.
Não é difícil de imaginar que Santos e São Paulo sejam os próximos da lista. Ambos precisam, desesperadamente, de um ajuste de caixa, e o modelo de negócios oferecido pela LFU é tentador. Paga-se, à vista, uma verba milionária. Sem qualquer carimbo no dinheiro.
A única notícia menos ruim nessa história é que a necessidade parece fazer com que tudo se encaminhe para uma liga única representando todos os clubes.
Além da Liga Futebol União, existe outra Liga, intitulada Libra, que trabalha no mesmo sentido de conquistar adesões de equipes, mas já tem declarado que em decisão final, uma dessas ligas deverá se firmar unindo a maior parte das equipes do futebol brasileiro.
O Flamengo estará em breve nessa liga LFU, por uma questão de necessidade. Não se faz o futebol sozinho, apesar de as cartolas furadas do futebol brasileiro terem detonado o pino da granada ao acabarem com a lei que exigia que mandante e visitante negociassem juntos seus direitos de mídia.
Até 2029 a LFU deve se consolidar como única representante comercial dos clubes, mesmo com muitas forças trabalhando para bagunçar mais do que organizar o tabuleiro do jogo. O Brasil começa a achar uma via única que o represente. Poderia ser com muito menos sofrimento. Mas, no final, é o dinheiro que manda. E, agora, o capital claramente mostrou que estará do lado da LFU.
Não há política que vá em direção oposta àquela em que corre a grana. Erich Beting é fundador e CEO da Máquina do Esporte – CEO – chefe executivo de ofício, além de consultor, professor e palestrante sobre marketing esportivo.
É fato que o cenário atual no Brasil é marcado por:
A busca por mais autonomia e receita: A criação da Liga Forte União (LFU) (que incorporou a antiga Liga Forte Futebol – LFF) e da Libra (Liga do Futebol Brasileiro) é uma clara movimentação dos clubes para ter maior poder de decisão sobre a organização do campeonato, negociação de direitos de transmissão e, consequentemente, sobre as receitas. Elas buscam replicar modelos de sucesso em ligas europeias.
O “Clube dos 13” que existiu por 24 anos, de 1987 a 2011, foi um movimento anterior de união dos principais clubes, que de fato teve grande influência e impôs normas à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) no passado, especialmente na organização de campeonatos e distribuição de verbas.
O Clube dos 13 foi dirigido pelo presidente do Grêmio Fábio Koff; as iniciativas que ele arquitetava sobre o futebol brasileiro eram muito respeitadas, quando não, postas em prática a favor de grande parte dos times que disputavam a 1ª. Divisão do Campeonato Brasileiro, hoje a chamada Série A.
Este assunto não poderia deixar de abordar, também, sobre as arbitragens polêmicas e o ciclo ruim compartilhado por muitos torcedores e dirigentes. Embora as ligas de clubes tenham como foco principal a gestão e a parte comercial do campeonato, uma liga única e forte poderia, no futuro, ter maior poder para cobrar e, talvez, até gerenciar ou influenciar diretamente a qualidade e a profissionalização da arbitragem, que atualmente é de responsabilidade da CBF.
Liga do futebol brasileiro é uma associação com o intuito de unir os clubes de futebol no molde das grandes ligas europeias, como a Premier League, para aumentar a competividade do Campeonato Brasileiro, e principalmente a distribuição das cotas de transmissão dos jogos.

