Na Acefb, palestra aborda inclusão e autismo nas empresas
No Café Acefb de ontem, palestra de Sabrina do Amarillo. Ela falou sobre o autismo no ambiente corporativo. Os empresários precisam saber o que é o autismo. Crédito: Amanda Vieira/Acefb
O Café Acefb teve palestra de Sabrina do Amarillo, que abordou o tema “Autismo no ambiente corporativo”. Em entrevista à Rádio Anawin, a palestrante detalhou os principais pontos discutidos, enfatizando a importância do conhecimento técnico sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) no mundo empresarial.

Segundo Sabrina, o primeiro grande valor de se debater o tema é capacitar líderes e gestores para o acolhimento. Ela pontuou que o ambiente corporativo frequentemente conta com profissionais que apresentam características associadas aos critérios diagnósticos do autismo.
“Não é função do mundo corporativo, não é função da empresa fazer esse tipo de diagnóstico. Mas, se os supervisores, os gestores e os responsáveis tiverem conhecimento sobre o que é o autismo, eles podem chamar essa pessoa para conversar e orientá-la a buscar uma avaliação e auxílio profissional”, explicou a palestrante.
Inclusão prática
O segundo pilar defendido por Sabrina é a inclusão prática e o cumprimento das legislações vigentes. Desde 2012, com a instituição da Lei nº 12.764, as pessoas com autismo são reconhecidas legalmente como pessoas com deficiência (PCD), o que as torna aptas a preencher as cotas de contratação obrigatórias das empresas.
Para que essa inclusão ocorra de forma efetiva, contudo, é necessário ir além da contratação. “Se a empresa tem esse conhecimento, ela consegue fazer as adaptações e as acomodações sensoriais necessárias para que o profissional faça um bom trabalho. Se ela não conhece os efeitos legais, não consegue incluir”, alertou.
Ao final de sua apresentação, a palestrante fez um apelo aos empresários para que abram as portas de suas organizações. Ela lembrou que, assim como a escola é a principal atividade na infância, o trabalho desempenha um papel central na vida de um adulto, promovendo dignidade e autonomia.
“Essas pessoas estão em casa e precisam ser incluídas no ambiente de trabalho. Existem pais desesperados para que seus filhos ocupem esses espaços tão necessários na fase adulta”, comentou.

