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Onça-pintada ‘invade’ empresa do Paraná por dois dias seguidos e brinca com o próprio reflexo

G1 PR

Uma onça-pintada foi filmada dentro de uma empresa de Mandaguari, no Norte do Paraná. Câmeras de segurança flagraram o animal por dois dias no local. Em uma das cenas, a onça brinca com o próprio reflexo. 

Ao g1, o biólogo Roberto Fusco, que assistiu às imagens, disse se tratar do mesmo animal nos dois registros. A informação foi verificada por meio do padrão de manchas da onça, que é único.

Na primeira gravação, feita nesta segunda-feira (11), a onça aparece em frente ao vidro de uma das salas da empresa de fertilizantes. A imagem mostra que ela se deitou, virou a barriga para cima e até passou a pata na porta.

Na terça-feira (12), por volta do mesmo horário – 18h40 -, ela retornou ao mesmo local, onde ficou deitada por alguns instantes antes de sair andando pelos corredores.

Até a última atualização desta reportagem, o animal não foi capturado. Também não há registro de feridos nas duas situações

A empresa Superbac, que cedeu as imagens e confirmou as aparições, disse em nota enviada à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, que está prestando apoio para que o animal seja capturado em segurança. O prédio fica próximo a uma reserva ambiental.

“A Superbac informa que, por questões de segurança, o acesso ao local está restrito às equipes especializadas e autoridades competentes. A Companhia tem contribuído com as ações conduzidas pelos órgãos responsáveis e permanece à disposição para prestar todo o apoio necessário, visando a captura segura do animal e a preservação da integridade física, tanto da onça quanto de seus colaboradores e demais pessoas envolvidas”.

Aparição é rara na região

O biólogo Roberto Fusco, que é coordenador do Programa Grandes Mamíferos da Serra do Mar, explicou ao g1 que não é comum a aparição de onça-pintada no Norte do Paraná.

“[Onça-pintada] É um bicho exigente em termos de habitat, então no estado ele tem uma população no Parque Nacional do Iguaçu e na Serra do Mar. […] provavelmente é um bicho que está dispersando de algum outro lugar”, explicou.

“Por se tratar de espécie ameaçada de extinção, classificada como vulnerável em nível nacional e criticamente ameaçada no estado do Paraná, qualquer ação de manejo deve observar rigorosamente os protocolos técnicos vigentes”, diz a nota do Ibama.