Pinhão engorda? Veja o que dizem especialistas sobre o consumo da semente típica do Paraná
Com a chegada do frio, consumo do pinhão aumenta e muita gente quer saber se ele pode fazer parte da dieta — Foto: Canva/Fernando Podolski
O frio chegou ao Paraná e, junto com ele, começou também a temporada do pinhão, uma das comidas mais tradicionais desta época do ano. Mas em meio às receitas, festas juninas e encontros em família, surge uma dúvida comum: afinal, o pinhão engorda?

A resposta é: depende da quantidade consumida e da forma de preparo.
Segundo uma pesquisa da Embrapa, 100 gramas de pinhão possuem mais de 190 calorias. Quando cozido, esse valor cai para cerca de 160 calorias. Essa porção representa aproximadamente 10 pinhões, dependendo do tamanho da semente.
Além das calorias, o alimento também possui mais de 33 gramas de carboidratos e cerca de 3,5 gramas de proteínas.
Pinhão pode fazer parte da dieta?
De acordo com especialistas, sim. O pinhão pode ser consumido dentro de uma alimentação equilibrada e até substituir a porção de carboidratos de uma refeição principal.
Outro ponto importante é que a semente da araucária possui grande quantidade de fibras, especialmente o chamado amido resistente, que ajuda a aumentar a saciedade.
Por ter digestão mais lenta, o pinhão faz com que a sensação de fome demore mais para voltar, diferente de alimentos ultraprocessados ou carboidratos simples.
Benefícios do pinhão
Além da saciedade, o pinhão também é apontado como um alimento nutritivo e associado a benefícios como:
- auxílio no controle do colesterol;
- melhora da saúde intestinal;
- contribuição para a saúde cardiovascular;
- auxílio no controle da pressão arterial.
Dica importante antes do preparo
Nutricionistas recomendam deixar o pinhão de molho entre 8 e 12 horas antes do cozimento. A técnica ajuda na absorção dos nutrientes e pode reduzir desconfortos intestinais, como excesso de gases.
Depois do período de molho, a orientação é descartar a água e cozinhar normalmente na panela de pressão.

