Francisco Beltrão - PR
Saúde

Plano de saúde terá que cobrir mamografia digital para todas as idades

Decisão da ANS vale a partir de 1º de outubro.

A partir de 1º de outubro —mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama— a cobertura do exame foi ampliada a todas as pessoas que necessitem da tecnologia, independentemente da faixa etária e do gênero, conforme prescrição médica.

De 2016 até então, o procedimento era obrigatório para mulheres com idade entre 40 e 69 anos. Fora da faixa e do gênero, o plano de saúde podia negar a cobertura.

Agora, a decisão sobre o uso da mamografia digital passa a ser centrada na avaliação clínica e indicação, garantindo o acesso ao procedimento para o rastreamento, diagnóstico e acompanhamento do tratamento do câncer de mama.

A iniciativa partiu da própria ANS, após discussões na Cosaúde (Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar).

A proposta foi aprovada pela comissão técnica e pela diretoria colegiada da agência e, em seguida, submetida à consulta pública para a contribuição da sociedade civil, entidades médicas e operadoras de saúde.

Após análise das contribuições, a norma foi aprovada em 3 de setembro de 2026.

A mamografia digital já é padrão no SUS (Sistema Único de Saúde). Ao contrário do método tradicional, que depende de filmes radiográficos, a versão digital capta as imagens por meio de sensores eletrônicos instantâneos. Na prática, o exame digital oferece resultados mais detalhados, expõe a paciente a menos radiação e reduz o desconforto na hora de comprimir a mama.

Segundo projeções do Inca (Instituto Nacional de Câncer) para o triênio 2026–2028, o Brasil deve registrar mais de 78.600 novos casos de câncer de mama por ano, e 21 mil mortes.

A doença continua sendo o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres no país (excluindo o de pele não melanoma) e a principal causa de morte por câncer no público feminino.

Em homens, o câncer de mama representa cerca de 1% dos casos, segundo o Ministério da Saúde.

SINAIS E SINTOMAS DE ALERTA

Fonte: Bem Paraná