Primeira Escola Diocesana para Ministros Auxiliares
Dom Edgar Xavier Ertl – Diocese de Palmas-Francisco Beltrão
No final da semana passada, dias 11 e 12 de julho, às 14hs, na Casa de Formação Divino Mestre, em Francisco Beltrão, teve início a Primeira Escola Diocesana para Ministros Auxiliares, com 170 inscritos de grande parte das 47 paróquias da Diocese de Palmas-Francisco Beltrão. São mulheres e homens, leigas e leigos, pais e mães de famílias e outros solteiros, que foram indicados pelos padres para esta etapa de formação, cuja duração é de um ano, até no mês de junho de 2027, com aulas uma vez ao mesmo, iniciando no sábado à tarde, às 14hs, e concluindo no domingo ao meio, com a Eucaristia e almoço.
Antes de tudo, é preciso reconhecer o quanto esta Igreja Local, em seus quase 70 anos de história como diocese, tem cuidado da formação dos/as leigos/as. Inúmeras Escolas de Formação, em nível diocesano, decanal e paroquial, foram e continuam sendo ambientes em que os leigos/as permitem que seus dons se tornem compromisso eclesial. São homens e mulheres chamados por Deus para servir a Igreja. É prova de que o Senhor continua chamando leigos e leigas para assumirem, com alegria e responsabilidade, a missão de anunciar o Evangelho e cuidar, a exemplo do Bom Pastor, de suas comunidades e fiéis. Ser ministro da Comunidade não é apenas desempenhar uma função, como se na Igreja estivesse faltando operários, mas sim, de responder a uma vocação recebida no Batismo e fortalecida no Sacramento da vida adulta, no Crisma, recebendo os sete dons do Espírito Santo.
Vale destacar, as escolas diocesanas que se consolidaram: Escola Catequética, Escola Litúrgica, Escola de Fé e Política, Escola da Juventude, e nos últimos tempos a Escola São Lourenço, para a formação dos Diáconos Permanentes. Nos Decanatos as Escolas de Teologia para Leigos e há alguns anos, a Escola de Formação para os Ministros Auxiliares para as comunidades de fé.
Fundamentação
São muitíssimos os documentos eclesiais, sobretudo após o Concílio Vaticano II (1962-1965), que sustentam com argumentos robustos sobre a importância fundamental da formação dos leigos/as. “Na formação que os fiéis leigos recebem na diocese e na paróquia, especialmente em ordem ao sentido da comunhão e da missão, tem particular importância a ajuda que os vários membros da Igreja se dão reciprocamente: é uma ajuda que, revela e simultaneamente realiza o mistério da Igreja Mãe e Educadora. Os sacerdotes e os religiosos devem ajudar os fiéis leigos na sua formação. Neste sentido, os Padres do Sínodo convidaram os presbíteros e os candidatos às Ordens a prepararem-se diligentemente para serem capazes de favorecer a vocação e a missão dos leigos” escreveu São João Paulo II.
O Documento Final do Sínodo dos Bispos recorda que “um dos pedidos que emergiu com maior força e de todas as partes durante o processo sinodal foi a formação integral, contínua e partilhada. O seu objetivo não é apenas aquisição de conhecimentos teóricos, mas a promoção da abertura e do encontro, da partilha e da colaboração, da reflexão e do discernimento em comum, da leitura teológica das experiências concretas” (DF, n. 143).
Faltam-nos registros para contar a história das Escolas Decanais dos MACs. Mas na memória afetiva de muitos Ministros/as estão registrados os grandes desafios enfrentados e o grande desejo de formação para servir às suas comunidades eclesiais. Em tempos de poucos recursos, comparados aos dias atuais, homens e mulheres deixavam seus lares por semanas inteiras ou por vários finais de semana, com o desejo de se tornarem Ministros Auxiliares das Comunidades. Cada tempo com os seus desafios e feliz da Igreja Local que se deixa desafiar pelos sinais dos tempos sem comodismos e sem a tentação do “sempre foi assim”.
Gratidão a Deus pela grande acolhida de nossas paróquias com esta nova e encantadora Escola Diocesana para a formação de seus novos ministros auxiliares. Que os novos candidatos se sintam fortalecidos e encorajados na missão que a Igreja Diocesana lhes confia.

