Restaurante Universitário da UTFPR reabre após ter sido interditado
Órgão detalha os procedimentos adotados após o surto de infecção alimentar e as exigências para retomada das atividades.
A Vigilância Sanitária de Francisco Beltrão detalhou nesta quinta-feira (28), como aconteceu a fiscalização no Restaurante Universitário da UTFPR, após dezenas de estudantes apresentarem sintomas de infecção alimentar.

Segundo a diretora da Vigilância Sanitária, Dalva Colling, as primeiras denúncias começaram a chegar na manhã de sexta-feira, quando acadêmicos relataram sintomas como gastroenterite, enjoo e dores abdominais após consumirem refeições no restaurante universitário.
A fiscalização foi realizada em conjunto pelas equipes da Vigilância Sanitária e da Vigilância Epidemiológica. Enquanto a Epidemiologia entrou em contato com os estudantes para identificar sintomas e alimentos consumidos, a Vigilância Sanitária iniciou uma inspeção completa na estrutura do restaurante.
Durante a vistoria, foram encontrados problemas considerados graves nas condições de higiene e conservação dos alimentos.
Segundo Dalva, os produtos não estavam identificados corretamente, muitos alimentos não tinham proteção adequada e não havia controle sobre datas de preparo.
A principal suspeita recaiu sobre uma panqueca servida no local. Embora o alimento já não estivesse mais disponível, a equipe encontrou a carne moída utilizada no recheio em condições inadequadas para consumo, com odor forte e aparência alterada.
Diante da situação, todos os alimentos produzidos no restaurante foram recolhidos e inutilizados, incluindo refeições que estavam sendo preparadas naquele momento.
O restaurante foi interditado temporariamente para limpeza e desinfecção completa do ambiente ainda na sexta-feira (22). Além disso, amostras dos alimentos foram encaminhadas ao Laboratório Central do Paraná, o Lacen, que segue realizando as análises para identificar o agente causador da infecção.
“A primeira [medida] foi a interdição. Também junto com ela a inutilização dos produtos que estavam lá”.
As atividades do RU e cantina da UTFPR, que são geridas pela Remussi Refeicoes Ltda, ficaram interrompidas na sexta e segunda-feira, mas o restaurante voltou a operar nessa terça-feira (26).
A empresa terceirizada responsável pelo serviço tem prazo de quinze dias (a contar do dia da interdição) para apresentar defesa administrativa e informar quais medidas serão adotadas para evitar novos casos, como explicou Dalva:
“Eles têm 15 dias, a partir da sexta passada, para entrar com uma defesa administrativa, tentando fazer uma defesa administrativa e tendo que propor o que que eles vão fazer para evitar que isso ocorra. A partir disso vai ser dada uma uma outra penalidade, porque uma já foi a interdição e então vai ter outra penalidade, que provavelmente é multa, porque o estabelecimento já havia cometido outras infrações anteriormente, no ano passado, por manter condições inadequadas de higiene ali no local.”
Fonte: RBJ

