Sono ao volante eleva risco de acidentes graves
Fadiga e sonolência estão associadas a cerca de 60% dos acidentes automobilísticos, segundo a Abramet
A fadiga e o sono ao volante estão associados a cerca de 60% dos acidentes automobilísticos, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego. Com o aumento do movimento nas rodovias durante as férias e o escoamento agrícola, a EPR Iguaçu orienta motoristas a planejar pausas seguras.

A sonolência reduz a atenção, compromete os reflexos e dificulta a reação diante de situações inesperadas. O risco aumenta em trajetos longos, viagens realizadas durante a madrugada e deslocamentos iniciados após jornadas intensas de trabalho.
Tempo de reação pode dobrar
De acordo com a Abramet, o tempo de reação a estímulos visuais pode dobrar depois de um período entre 18 e 24 horas de vigília contínua. A deterioração cognitiva provocada pela falta de sono pode ser equivalente à registrada com níveis ilegais de álcool no sangue.
O cansaço também prejudica a percepção de profundidade, a avaliação de riscos e a coordenação motora do motorista. Essas alterações podem impedir uma resposta rápida diante de obstáculos, mudanças no trânsito ou necessidade de frenagem.
Microssono deixa veículo sem controle
Outro risco é o microssono, episódio no qual o motorista adormece involuntariamente durante alguns segundos. Mesmo sem perceber que dormiu, o condutor deixa de manter o controle efetivo da direção durante esse intervalo.
Dependendo da velocidade, o veículo pode percorrer centenas de metros sem que o motorista consiga reagir. “O sono ao volante é um risco silencioso. Muitas vezes o motorista acredita que consegue seguir viagem normalmente, mas seus reflexos e sua capacidade de tomada de decisão já estão comprometidos”, afirmou o gerente de operações da EPR Iguaçu, Everaldo Ruaro. “Poucos segundos de desatenção podem ser suficientes para provocar consequências graves”, acrescentou.
Corpo apresenta sinais antes do limite
O organismo costuma apresentar indícios de que o motorista precisa interromper a viagem. Entre os sinais estão bocejos frequentes, dificuldade para manter os olhos abertos, peso nas pálpebras e perda de concentração.
A dificuldade para lembrar os últimos quilômetros percorridos também indica um estágio avançado de fadiga. Quando o motorista não recorda o último pedágio, uma curva ou parte do trajeto, o cérebro pode estar próximo de episódios de microssono.
Horários aumentam a sonolência
A sonolência é controlada por mecanismos biológicos e não pode ser evitada apenas com força de vontade. Os períodos de maior redução natural do estado de alerta ocorrem entre 2h e 6h e entre 14h e 16h.
Esses horários correspondem às quedas do ritmo circadiano do organismo. Viagens longas e sem pausas nesses intervalos exigem atenção ainda maior dos condutores.
Cansaço físico e sono são diferentes
O cansaço físico pode ser temporariamente aliviado com mudança de posição ou alongamento das pernas. A sonolência, porém, representa uma necessidade fisiológica de descanso.
Abrir as janelas, aumentar o ar-condicionado ou ouvir música alta não substitui o sono. Essas estratégias oferecem apenas uma sensação momentânea de alerta e podem levar o motorista a continuar dirigindo em condições inseguras.
Bases oferecem espaço para pausas
As rodovias administradas pela EPR Iguaçu contam com 11 bases do Serviço de Atendimento ao Usuário. Os locais oferecem estrutura de apoio para que os motoristas façam pausas durante as viagens.
A concessionária recomenda interromper a condução ao primeiro sinal de fadiga ou sonolência. O descanso deve ser considerado parte do planejamento do deslocamento.
Motoristas devem parar a cada duas horas
A recomendação é fazer uma pausa a cada duas horas de direção ou após percorrer entre 150 e 200 quilômetros. Antes de iniciar a viagem, o condutor deve dormir entre seis e oito horas.
Também é indicado evitar refeições pesadas, manter a hidratação e revezar a direção sempre que possível. Motoristas que utilizam medicamentos devem verificar se os remédios provocam sonolência.
Antialérgicos, relaxantes musculares e outros produtos com efeito sedativo podem comprometer a condução.
Os usuários das rodovias atendidas pela EPR Iguaçu podem solicitar serviços médicos e mecânicos gratuitos. O atendimento é feito pelo número 0800 277 0163, que também funciona pelo WhatsApp. A concessionária mantém ainda informações nos perfis oficiais @epr.iguacu no Instagram e no X.
Dicas para viagens longas
- Durma entre seis e oito horas antes de pegar a estrada.
- Faça pausas a cada duas horas ou entre 150 e 200 quilômetros.
- Evite dirigir durante períodos de maior sonolência, especialmente entre 2h e 6h e entre 14h e 16h.
- Não confie em janelas abertas, música alta ou ar-condicionado como formas de combater o sono.
- Evite refeições pesadas e mantenha-se hidratado.
- Pare em um local seguro ao perceber bocejos, dificuldade de concentração ou peso nas pálpebras.
- Confira os efeitos dos medicamentos antes de dirigir.
- Reveze a direção durante viagens longas sempre que possível.

