Um réu condenado e outro absolvido em Júri popular de crime de homicídio
Foto: Divulgação
Em julgamento realizado na quinta-feira (6) no Tribunal do Júri da Comarca de Francisco Beltrão (PR), onde os réus Pedro Natan Fernandes Caetano e Leandro Fonseca Nhaia, foram julgados pela morte de Adenilson Ferreira dos Santos, Pedro Natan foi absolvido e Leandro foi condenado.

O fato
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o corpo de Adenilson foi localizado na entrada da comunidade de Linha Eva, às margens da PR-180, em Francisco Beltrão, na manhã do dia 11 de janeiro de 2023. Posteriormente, foi constatado que a morte foi causada por asfixia, entre a noite de 10 de janeiro e a madrugada do dia 11. A investigação apurou que os dois acusados e outras pessoas, entre elas um adolescente de 17 anos, fariam parte de uma organização criminosa denominada Primeiro Comando da Capital (PCC).
Conforme a denúncia, por meio de uma videoconferência realizada por celulares, eles teriam promovido um “Tribunal do Crime”, no qual, em comum acordo, decidiram pela execução da vítima. Ainda segundo a investigação, o homicídio foi transmitido por videoconferência. Ao término da investigação, os dois acusados foram denunciados pelo Ministério Público e se tornaram réus por decisão do Poder Judiciário, sendo submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri.
O julgamento teve início às 9h e encerrou às 19h50 quando a juíza de Direito Dra. Janaína Monique Zanelatto Albino Sinhorini. Que presidiu a seção do júri anunciou a sentença.
Pedro Natan Caetano dos Santos foi absolvido das acusações e Leandro Fonseca Nhaia, foi condenado a uma pena de 18 anos e 4 meses de reclusão. O réu manifestou desejo de recorrer da sentença.
No Ministério Público atuaram os promotores de Justiça Dr. Daniel Rodriguez Brandão e Dr. Vinicius Murari Borges.
Na defesa do réu Pedro Natan Fernandes Caetano atuaram os advogados Diogo Alberto Zanatta, Andressa Caroline Ize Niclotte, Diogo Lopes Vitorino e Luiz Fernando Romauski Beltrame.
Na defesa do réu Leandro Fonseca Nhaia atuaram os advogados Nadine Yasmin Zafalon, Mayra Regina Ruchinski e Rafael Martins Montesdioca.

