Ascensão do Senhor: Elevação de Jesus aos céus!
Dom Edgar Xavier Ertl – Diocese de Palmas-Francisco Beltrão
Domingo, 17 de maio, celebramos com alegria e esperança a Solenidade da Ascensão do Senhor Jesus aos céus. Após ressuscitar dos mortos, Nosso Senhor Jesus Cristo passou 40 dias junto aos seus discípulos. Logo após, ocorreu um episódio chamado de Ascensão. Nela, Jesus se eleva em corpo e alma e dirige-se até o Pai. O Catecismo da Igreja Católica (CIC), nos parágrafos 638 a 667 tratam da Ascensão de Jesus, que marca a entrada definitiva de sua humanidade na glória divina e sua entronização à direita do Pai. Após 40 dias de aparições, Jesus ascende ao céu para reinar, interceder por nós e preparar o nosso lugar, enviando o Espírito Santo, Paráclito, Defensor, Advogado, Velador e Protetor.
O que é que significa, portanto, a Ascensão, segundo o Catecismo?
Passados os quarenta dias em que se mostrou aos Apóstolos sob as aparências duma humanidade normal que ocultavam a sua glória de Ressuscitado, Cristo sobe ao céu e senta-se à direita do Pai. Ele é o Senhor que agora reina com a sua humanidade na glória eterna de Filho de Deus e sem cessar intercede por nós junto do Pai. Envia-nos o Seu Espírito e tendo-nos preparado um lugar, dá-nos a esperança de um dia ir ter com Ele. Nisto se exprime a fé pessoal da Igreja no destino de Jesus de Nazaré. Este homem, com o qual os apóstolos “comeram e beberam” durante sua existência terrena, “tornou-se Senhor” depois de sua morte, porque o Pai o associou definitivamente à sua vida, ao seu poder sobre a humanidade e sobre o mundo.
Disse Jesus: “Todo poder me foi dado no céu e na terra”. Vivo, depois de sua paixão, está ele presente entre os seus numa nova dimensão, e ainda com eles nos caminhos do mundo, onde os envia como testemunhas de sua ressurreição, anunciadores do perdão dos pecados e da vida de filhos de Deus, portadores da força do Espírito Santo que reúne os homens de todas as nações na única Igreja. Com a fé e o batismo, todos os homens entram na nova dimensão do Ressuscitado, pensam e buscam “as coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus”, escreveu o Apóstolo Paulo aos Colossenses (3,1), participam, como membros do corpo de Cristo, da “plenitude daquele que completa inteiramente todas as coisas”.
Pensando nesta realidade, podem-se compreender as expressões de entusiasmo dos antigos cristãos segundo São Leão Magno, papa no século V, tratou do mistério da Ascensão do Senhor, sendo a nossa vitória. Seguindo a Sagrada Escritura, São Leão Magno, afirmou que a Ascensão ocorreu após quarenta dias da Ressurreição de Jesus (cf. At 1,3). Escreveu o Papa: “A Ascensão do Cristo é a nossa ascensão; já que o Corpo é convidado a elevar-se até a glória em que o precedeu a cabeça, vamos cantar nossa alegria, expandir em ação de graças todo o nosso júbilo. Hoje, não apenas conquistamos o paraíso, mas, no Cristo, penetramos nos mais altos céus”.
60º Dia das Comunicações Sociais
Na Mensagem para o 60º Dia das Comunicações Sociais, na Solenidade da Ascensão, sob o título “Preservar vozes e rostos humanos”, o Papa Leão 14 introduz com a expressão: “O rosto e a voz são traços únicos, distintivos, de cada pessoa; manifestam a própria identidade irrepetível e são o elemento constitutivo de cada encontro. O rosto e a voz são sagrados. Foram-nos doados por Deus, que nos criou à sua imagem e semelhança, chamando-nos à vida com a Palavra que Ele próprio nos dirigiu que preservar rostos e vozes humanas significa preservar o reflexo indelével do amor de Deus. Não somos uma espécie feita de algoritmos bioquímicos, definidos antecipadamente. Cada um de nós tem uma vocação insubstituível e inimitável que emerge da vida e que se manifesta precisamente na comunicação com os outros. Precisamos que o rosto e a voz voltem a significar pessoa. Precisamos preservar o dom da comunicação como a mais profunda verdade do homem, à qual devemos orientar também toda a inovação tecnológica”.
