Servidores do SAMU protestam em frente à base contra decisões do Ciruspar
A manifestação ocorreu na manhã desta sexta-feira (1º), em frente à base do SAMU 192.
Condutores socorristas do SAMU realizaram uma manifestação nesta sexta-feira (1º), em frente à base do SAMU 192 em Francisco Beltrão.

O ato ocorre após denúncias de defasagem salarial de condutores, enfermeiros e técnicos de enfermagem, além de falta de profissionais nos plantões. Segundo os sindicatos da categoria, houve tentativa de negociar reajustes e melhorias nas condições de trabalho, mas as reivindicações não foram atendidas.
Fim de benefícios
Na quinta-feira (30), o Consórcio Intermunicipal da Rede de Urgências do Sudoeste do Paraná (Ciruspar) enviou ofício aos sindicatos respondendo à rejeição da contraproposta apresentada em Assembleia Geral.
Segundo a direção do consórcio o Acordo Coletivo de Trabalho 2025/2026 encerrou em 30 de abril e, com isso, vários benefícios deixam de valer. Entre eles estão a gratificação por desempenho do condutor socorrista, o prêmio de assiduidade, o adicional por tempo de serviço e a jornada 12×60.
O Ciruspar também comunicou que vai adequar a gestão administrativa, alterando a jornada de trabalho para seis horas.
Salários em discussão
Outro ponto criticado pela categoria é a diferença nos reajustes. Os sindicatos apontam que cargos de coordenadores e diretores tiveram aumento desproporcional em comparação aos condutores socorristas e enfermeiros, que ainda não recebem o novo piso salarial nacional.
NOTA A IMPRENSA
“Trabalhadores do SAMU Sudoeste denunciam gestão prolongada, possíveis irregularidades e retaliações após denúncias Os trabalhadores do SAMU Sudoeste do Paraná, vinculados ao Consórcio Intermunicipal da Rede de Urgências do Sudoeste do Paraná (CIRUSPAR), vêm a público denunciar fatos graves relacionados à gestão do serviço, que, segundo os profissionais, comprometem não apenas os direitos dos trabalhadores, mas também a transparência administrativa e, potencialmente, a qualidade do atendimento prestado à população. Há mais de 14 anos, a mesma coordenação geral e de enfermagem permanece à frente do serviço, sem qualquer processo público de renovação, substituição ou alternância, o que levanta sérios questionamentos sobre governança, fiscalização e controle institucional dentro do consórcio. Entre as denúncias já formalizadas junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT), destacam-se possíveis irregularidades na política salarial, com aumentos considerados desproporcionais entre cargos de gestão e trabalhadores da linha de frente. Enquanto condutores socorristas tiveram reajustes limitados ao longo dos anos, cargos de coordenação registraram elevações expressivas, gerando forte indignação entre os servidores.
Os trabalhadores afirmam ainda que, após recorrerem aos canais legais e institucionais, passaram a sofrer retaliações diretas e indiretas, incluindo: cortes de horas extras; retirada de gratificações; prejuízos relacionados à assiduidade; mudanças de escala impostas de forma punitiva. Tais práticas, se confirmadas, podem configurar violação de direitos fundamentais do trabalhador, além de tentativa de intimidação frente ao exercício legítimo de denúncia. Outro ponto crítico diz respeito ao acúmulo indevido de funções.
Os profissionais relatam que, além de suas atribuições técnicas, vêm sendo obrigados a executar atividades como higienização de viaturas, limpeza de materiais contaminados, organização de almoxarifado e limpeza de áreas técnicas, sem qualquer reconhecimento ou compensação financeira, o que pode caracterizar desvio de função.
Os relatos também apontam para um ambiente organizacional marcado por pressão constante, medo e indícios de assédio moral sistemático, situação que, segundo os trabalhadores, já foi devidamente documentada e encaminhada às autoridades competentes. Diante da gravidade das denúncias, os trabalhadores cobram: investigação rigorosa e independente por parte dos órgãos de controle; auditoria completa na gestão administrativa e financeira do consórcio; apuração das denúncias de assédio moral e retaliação; garantia de proteção aos denunciantes; transparência e revisão imediata das práticas de gestão.
Os profissionais destacam que a denúncia não tem caráter político ou pessoal, mas sim o compromisso com a legalidade, a dignidade do trabalho e a manutenção de um serviço de urgência eficiente e seguro para toda a população do sudoeste do Paraná.
O silêncio diante dessas denúncias apenas reforça a urgência de respostas concretas por parte das autoridades responsáveis”
Fonte: PP News

